Valérie Perrin é uma escritora, roteirista e fotógrafa francesa que consolidou seu nome na literatura contemporânea ao retratar, com sensibilidade e melancolia, as facetas das relações humanas em cidades do interior da França.
Sua obra é composta por 4 títulos, que se destacam por entrelaçarem drama familiar, mistério e a vida de personagens comuns.
Entre os livros mais elogiados, estão “Água fresca para as flores“, obra que a projetou mundialmente, “Os esquecidos de domingo“, seu romance de estreia que recentemente foi publicado no Brasil.
Este guia reúne a obra completa de Valérie Perrin, melhores livros da autora, curiosidades sobre seu processo criativo e indicação para começar a ler.
Salve nos favoritos: esse artigo é atualizado constantemente com os lançamentos.
Os 3 Melhores livros de Valérie Perrin
A obra da autora francesa é reconhecida pela sua forte carga emocional e pela capacidade única de misturar drama com elementos de mistério.
Analisamos as avaliações dos leitores no Goodreads e na Amazon Brasil e selecionamos os três melhores livros de Valérie Perrin, todos com média acima de 4.7 estrelas e milhares de avaliações.
Por qual livro começar?
Aclamado pelos leitores e pela crítica especializada, “Água fresca para as flores” é a melhor porta de entrada para conhecer o estilo narrativo de Valérie Perrin.
O livro apresenta todos os elementos que marcam a escrita da autora: a prosa envolvente e sensível, que ao mesmo tempo é escrita de forma simples e comovente, além de personagens bem desenvolvidos.
Porém se você quiser uma leitura mais densa, “Querida tia” é uma boa opção, seguida de “Três“.
Livros de Valérie Perrin em português
Até o momento, todos os livros de Valérie Perrin foram publicados no Brasil pela editora Intrínseca. As histórias são independentes, portanto não é necessário seguir uma ordem específica, mas caso queira acompanhar a evolução da escrita da autora, pode seguir a ordem de publicação internacional.
Ordem de publicação:
- Os esquecidos de domingo (2015)
- Água fresca para as flores (2021)
- Três (2023)
- Querida tia (2025)
Os esquecidos de domingo
Sensível e envolvente, a jornada da protagonista Justine é uma experiência arrebatadora.
Justine vive uma existência estagnada até ouvir os relatos de uma senhora centenária. Ao registrar memórias alheias, ela desenterra segredos familiares guardados por uma década e suspeita que a morte de seus pais não foi apenas um acidente. O que a verdade sobre o passado pode custar ao seu futuro? A resposta está escondida em um caderno, aguardando alguém corajoso o suficiente para confrontar a própria história.
Água fresca para as flores
Alternando entre presente e passado, essa é considerada por muitos leitores a obra prima de Valérie Perrin. Reflexiva e profunda, aborda o luto e a redescoberta da vida de forma delicada e acolhedora.
Violette Toussaint cuida de um cemitério onde a vida e a morte se encontram em xícaras de café. Sua rotina isolada sofre um abalo quando um estranho surge para enterrar cinzas em um túmulo proibido. Esse gesto abre feridas que ela tentou enterrar por décadas e traz segredos que ligam o passado dela ao crime cometido por ele. O que exatamente ela está escondendo atrás de tantos túmulos?
Três
Reencontros, perdas, e o peso das escolhas. Essa leitura é uma experiência imersiva, intensa e transformadora.
Três amigos juraram lealdade eterna na infância, mas a vida adulta os transformou em estranhos. Três décadas de silêncio são quebradas quando um carro submerso surge das profundezas, trazendo à tona segredos que deveriam permanecer enterrados. O que foi capaz de destruir uma ligação tão intensa? A verdade sobre esse passado sombrio pode revelar um crime que nenhum deles consegue esquecer.
Querida tia
Uma jornada emocionante onde o mistério da identidade e o peso dos segredos familiares se entrelaçam. A escrita potente constrói um drama profundo, alternando entre presente e passado para revelar as feridas de personagens genuínos.
Agnès acreditava que a tia estava morta há três anos. Quando a polícia liga comunicando um novo falecimento, a verdade desmorona. Alguém ocupa o túmulo de Colette, mas quem? E por que ela encenou o próprio fim? Com uma mala de fitas cassete como única pista, Agnès confronta um passado de segredos sombrios. Se a mulher que ela amou era uma estranha, quem está enterrada ali?
Outras obras da autora
Além de seus romances, Valérie Perrin mantém uma carreira ativa no cinema e colaborações literárias. Ela assinou o projeto coletivo “24h avec ensemble” (2019), ao lado de outros autores.
Sua carreira como roteirista inclui parcerias frequentes com o cineasta Claude Lelouch, em produções como:
- Salaud, on t’aime (2014)
- Un plus une (2015)
- Chacun sa vie (2017)
- Les plus belles années d’une vie (2019)
Quem é Valérie Perrin
Valérie Perrin nasceu em 19 de janeiro de 1967, em Remiremont, na região dos Vosges, e cresceu na Borgonha. Se mudou para Paris em 1986, trabalhou em diversos bicos até se aproximar do cinema como fotógrafa de cena e, depois, roteirista.
Em 2006, ela enviou uma carta ao cineasta Claude Lelouch elogiando os filmes dele. Dessa correspondência nasceu tanto uma parceria artística quanto afetiva: o casal se casou civilmente em 2023.
Perrin fotografou e roteirizou vários trabalhos de Lelouch, como “Salaud, on t’aime”, “Un plus une”, “Chacun sa vie” e “Les plus belles années d’une vie”. Esse convívio com atores de diferentes idades e perfis nos sets de filmagem contribuiu para a construção de personagens tão verossímeis nos romances.
A entrada na literatura aconteceu relativamente tarde: o primeiro livro, “Os esquecidos de domingo”, foi publicado em 2015, quando Perrin tinha quase 50 anos. Foi com seu segundo livro, “Água fresca para as flores”, que a autora teve projeção mundial.
O romance vendeu mais de 1,5 milhão de exemplares apenas na França e na Itália, foi traduzido para mais de 28 idiomas e fez de Valérie Perrin uma das autoras francesas mais lidas no mundo. Em 2020, foi a autora mais vendida na Itália, e em 2025 figurou entre as favoritas das leitoras da revista Elle na França.
Prêmios e reconhecimento
“Os esquecidos de domingo” conquistou cerca de 13 prêmios na França, entre eles o Choix des Libraires (Booksellers’ Choice Award), o Prix Chronos (2016, focado em obras sobre relações intergeracionais), o Prix Poulet-Malassis (2016) e o National Lions Prize for Literature (2016).
“Água fresca para as flores” consolidou o sucesso internacional da autora, com prêmios ainda mais relevantes: o Prix Maison de la Presse (2018), um dos mais importantes prêmios de livreiros na França, e o Prix des Lecteurs do Livre de Poche (2019).
Curiosidades do processo criativo
Cada romance nasce, segundo a autora, a partir de uma imagem forte ou de um lugar específico. “Água fresca para as flores”, por exemplo, surgiu enquanto ela visitava um cemitério na Normandia.
“Conheci a protagonista de Água Fresca em um cemitério. Para escrever esse livro, fui a um pequeno cemitério não muito longe da minha casa, na Normandia… Gostava muito da ideia do cemitério, e quando voltei para casa, decidi que seria interessante falar sobre uma zeladora de cemitério… Portanto, a história veio de uma mistura de testemunhos que colhi de pessoas ao meu redor, em particular de um coveiro a quem eu agradeço no fim do livro e que se tornou personagem do meu romance.”
Leia a entrevista completa em VEJA: Valérie Perrin, a autora francesa que escreve épicos do cotidiano
Como é possível perceber pelo intervalo entre as publicações, o processo criativo da autora é mais demorado e criterioso.
Os romances são muito bem estruturados, construídos de forma parecida à de romances policiais, com personagens muito bem desenvolvidos. Além de ter facilidade de se colocar no lugar dos personagens, por vezes a autora até entrevista pessoas comuns para trazer mais veracidade.
Em entrevista a Forbes, a autora afirma que sua paixão pela escrita começou com sua paixão pela leitura, e ler outros romances também é parte de seu processo criativo. Já durante o processo de escrita, ela costuma escrever por algumas horas durante a manhã e fazer uma releitura à noite.
“Quando começo um livro, estou cheia de perguntas e cheia de respostas, e é como se montasse um quebra-cabeça que já passou muito tempo na minha cabeça… E toda vez que terminei um romance senti uma alegria imensa, porque cheguei ao final do processo da escrita e estou feliz; se não estivesse feliz, não entregaria o manuscrito.”
Leia a entrevista completa em FORBES: “Nunca Ousei Sonhar Com o Sucesso que Alcancei”, Diz Autora Best-Seller Valérie Perrin
Adaptação para filme
Em 2026, está prevista a estreia da adaptação cinematográfica de “Água fresca para as flores”, dirigida por Jean-Pierre Jeunet (o mesmo de O fabuloso destino de Amélie Poulain), com Leïla Bekhti no papel de Violette Toussaint. A coprodução envolve Palomar, Studiocanal, Canal+ e Netflix.
Perguntas Frequentes
Os livros de Valérie Perrin formam uma série?
Não. Todos os romances são independentes, com tramas e personagens fechados em cada livro.
Qual foi o primeiro livro de Valérie Perrin?
“Os esquecidos de domingo”, publicado em 2015 na França e lançado no Brasil pela Intrínseca em 2026.
Qual o livro mais vendido de Valérie Perrin?
“Água fresca para as flores”, com mais de 1,5 milhão de exemplares vendidos apenas na França e na Itália, traduzido para mais de 28 idiomas.
Qual o melhor livro de Valérie Perrin?
“Água fresca para as flores” é o mais indicado pela crítica e pelos leitores, tanto como porta de entrada quanto como obra representativa do estilo da autora.
Quem é o marido de Valérie Perrin?
O cineasta francês Claude Lelouch, com quem Perrin mantém uma parceria artística e afetiva desde 2006. O casal se casou civilmente em 2023.
Os livros contêm gatilhos?
Sim. Especialmente em “Três” e “Querida tia”, há temas sensíveis como violência doméstica, abuso e traumas de guerra.
Quantos livros Valérie Perrin já publicou?
Até o momento, são quatro livros: “Os esquecidos de domingo”, “Água fresca para as flores”, “Três” e “Querida tia”, todos publicados no Brasil.
Qual é a tradução de “Les Oubliés du Dimanche”?
“Os esquecidos de domingo”, primeiro romance da autora.
Quantas páginas tem o livro “Três”?
528 páginas na edição física.
Quais autores têm um estilo parecido com o de Valérie Perrin?
Leitores que curtem o estilo de Perrin costumam se identificar com Virginie Grimaldi, Agnès Ledig, Nicolas Barreau, Socorro Acioli e Isabel Allende.
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